Dra. Mariana Fidalgo | Medicina Natural e Integrativa

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Abordagens Terapêuticas

Abordagens Terapêuticas

Abordagens Terapêuticas

As estratégias que integram o Método Clínico Integrativo

As abordagens terapêuticas que utilizo fazem parte de um método clínico estruturado, organizado por prioridades de intervenção e ajustado de forma progressiva a cada caso.

Não são técnicas aplicadas isoladamente, nem escolhas arbitrárias. Cada estratégia tem um lugar específico dentro do plano terapêutico e é utilizada quando existe indicação clínica para tal.

A ordem de apresentação que se segue reflete a hierarquia real de intervenção aplicada dentro do Método Clínico Integrativo.

Alimentação Funcional

A alimentação funcional é utilizada como uma ferramenta terapêutica, e não apenas como uma estratégia nutricional.

Esta abordagem parte do princípio de que os alimentos influenciam diretamente processos como:

  • Inflamação
  • Regulação hormonal
  • Função intestinal
  • Metabolismo energético
  • Equilíbrio do sistema nervoso e imunitário

Na prática clínica, a alimentação funcional não se baseia em planos rígidos ou modelos universais, mas sim na leitura clínica dos sinais do corpo e na adaptação da alimentação às necessidades fisiológicas do momento.

O foco está em:

  • Identificar alimentos que podem estar a perpetuar sintomas
  • Utilizar o potencial terapêutico dos alimentos para apoiar sistemas específicos
  • Ajustar escolhas alimentares ao longo do acompanhamento, consoante a evolução clínica

A alimentação passa assim a ser uma intervenção estratégica, integrada no plano terapêutico global, onde o “alimento é utilizado como medicamento”.

Intervenção no Estilo de Vida

O estilo de vida é um dos fatores mais determinantes na manutenção ou resolução de muitos quadros clínicos.

Nesta abordagem, podem ser trabalhados aspetos como:

  • Higiene do Sono e Ritmos Biológicos
  • Gestão do Stress e carga mental
  • Movimento e Exercício Físico
  • Organização do quotidiano
  • Exposição a estímulos físicos e emocionais
  • Ambiente e contexto de vida

Estas intervenções não são genéricas nem baseadas em recomendações vagas. São desenhadas de forma prática, específica e adaptada à realidade de cada pessoa.
O objetivo não é acrescentar mais exigência ao dia a dia, mas sim reduzir fatores de sobrecarga e criar condições para que o corpo consiga recuperar e regular-se.

Suplementação Clínica e Fitoterapia

A suplementação clínica é utilizada quando existe uma necessidade identificada e uma indicação clara para o seu uso.

Esta estratégia pode incluir:

  • Suplementos nutricionais
  • Compostos funcionais
  • Fitoterapia clínica

A sua prescrição deve ter sempre em consideração:

  • O quadro clínico global
  • Interações com medicação, suplementação e alimentação
  • Biodisponibilidade e segurança
  • Duração adequada e necessidade de pausas
  • Sinergias entre diferentes substâncias

A fitoterapia é integrada nesta estratégia como um recurso terapêutico específico, selecionado com base na evidência científica disponível e na adequação ao perfil individual.

A suplementação não substitui hábitos de vida nem corrige, por si só, desequilíbrios complexos, mas pode ser um apoio fundamental quando utilizada de forma criteriosa e integrada.

Técnicas Terapêuticas Complementares

As técnicas terapêuticas complementares que utilizo têm como objetivo modular respostas do sistema nervoso, apoiar a autorregulação do organismo e atuar como complemento a outras estratégias terapêuticas, sempre de forma integrada num plano clínico estruturado.

Estas técnicas não são aplicadas de forma aleatória nem isolada. São selecionadas quando existe indicação clínica e enquadradas de acordo com os objetivos definidos para cada fase do acompanhamento.

Reflexologia

A Reflexologia baseia-se no princípio de que existem zonas reflexas nos pés que correspondem a órgãos, sistemas e estruturas do corpo.

A estimulação destas zonas permite:

  • Apoiar a regulação do sistema nervoso
  • Melhorar a circulação e a drenagem
  • Modular respostas inflamatórias
  • Promover relaxamento profundo e equilíbrio funcional

Na prática clínica, a Reflexologia é utilizada como ferramenta de apoio à leitura global do organismo e como estratégia terapêutica adaptada ao quadro apresentado.

Auriculoterapia

A Auriculoterapia parte do conceito de que o pavilhão auricular funciona como um microssistema do corpo humano, onde estão representados diferentes órgãos e funções.

A estimulação de pontos específicos na orelha pode ser utilizada para:

  • Apoiar a regulação neurovegetativa
  • Modular dor e tensão
  • Influenciar padrões emocionais e comportamentais
  • Apoiar processos de equilíbrio hormonal e metabólico

É uma técnica particularmente útil em quadros funcionais complexos, quando integrada num plano terapêutico mais amplo.

Ventosaterapia e Acupressão

Estas técnicas baseiam-se no conceito de meridianos energéticos, provenientes da Medicina Tradicional Chinesa, ao longo dos quais existem pontos específicos com ação reguladora sobre diferentes sistemas do organismo.

A estimulação destes pontos, através da ventosaterapia ou da acupressão, pode contribuir para:

  • Alívio de dor e tensão muscular
  • Apoio à circulação e à drenagem
  • Modulação do sistema nervoso
  • Regulação funcional de órgãos e sistemas específicos

Na prática clínica, estas técnicas são utilizadas de forma não invasiva, sempre com base numa leitura individualizada e integrada do quadro apresentado.

Aromaterapia, Fitoterapia e Argiloterapia

Estas abordagens recorrem a recursos naturais com ação fisiológica específica, integrados de forma criteriosa no plano terapêutico.

A aromaterapia clínica utiliza óleos essenciais selecionados pelo seu impacto no sistema nervoso, hormonal e imunitário, podendo apoiar a regulação do stress, do sono e de processos inflamatórios.

A fitoterapia baseia-se no uso de plantas medicinais escolhidas de acordo com as suas propriedades terapêuticas, perfil de segurança e adequação ao contexto clínico individual.

A argiloterapia pode ser utilizada como suporte em processos inflamatórios, musculares, articulares ou cutâneos, aproveitando as propriedades absorventes e reguladoras das argilas.

Estas estratégias são sempre integradas de forma personalizada e articulada com as restantes intervenções do método.

Como estas técnicas são integradas na prática clínica

As técnicas terapêuticas complementares não são aplicadas de forma pontual ou avulsa no acompanhamento regular.

Dentro do Método Clínico Integrativo, todos os planos terapêuticos incluem sempre uma secção de autoaplicações, com:

  • Pontos específicos de reflexologia e/ou acupressão
  • Protocolos simplificados, personalizados e seguros
  • Orientações claras para aplicação entre consultas

Desta forma, o trabalho terapêutico não fica restrito ao momento da consulta, promovendo continuidade, autonomia e envolvimento ativo no processo.

Paralelamente, e quando exista indicação clínica para a sua utilização:

  • Podem ser prescritos protocolos terapêuticos completos, complementares às demais estratégias terapêuticas incluídas no Plano de Intervenção, com vista à otimização e aceleração dos resultados clínicos pretendidos
  • Estes protocolos são desenhados à medida, podendo integrar uma ou várias técnicas, consoante as necessidades identificadas

Um conjunto de ferramentas ao serviço de um plano clínico

Estas abordagens só fazem sentido quando integradas num plano terapêutico estruturado, acompanhado ao longo do tempo e ajustado consoante a resposta clínica.

Não é a quantidade de técnicas que define o processo, mas sim a coerência da estratégia e a forma como cada intervenção se articula com o todo.

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